“Modern Languages of Africa – vol. 1” – Robert Needham Cust (1883)

Trazemos o primeiro volume da obra A Sketch of the Modern Languages of Africa (“Um esboço sobre as línguas modernas da África”), do lingüista britânico Robert Needham Cust.

A obra foi publicada em 1883 em dois volumes. Este primeiro volume contém onze capítulos e um (grande) mapa com a distribuição das famílias lingüísticas mais conhecidas (até então).

Sumário:

I. Introduction 1
II. Progress of Knowledge 23
III. Extinct and Dead Languages: Foreign Languages: Mixed Languages in Course of Formation 39
IV. Classification of Languages 50
V. Materials Available 61
VI. Written Characters 74
VII. Scheme of the Wokk 78
VIII. Semitic Family 81
IX. Hamitic Group 94
X. Nuba-Fulah Group 141
XI. Negro Group 162

 

TEXTO EM PDF: A Sketch of the Modern Languages of Africa – vol. 1.
(Clique aqui para o volume 2)

 

“The Growth of Language in Contradistinction to the History of Language” – Müller (1862)

Esta é a versão escrita da segunda palestra apresentada por Max Müller sobre a ciência da linguagem, em 1861, Royal Institution of Great Britain.

Dessa série de palestras, resultou a publicação do primeiro volume das Lectures on the Science of Language em 1862. Müller apresentou também uma nova série de palestras em 1863, que foram reunidas em um segundo volume das Lectures.

Nessa conferência, intitulada The Growth of Language in Contradistinction to the History of Language (“O desenvolvimento da linguagem em oposição à história da linguagem”), Müller continua o argumento apresentado anteriormente de que a linguística deve ser considerada como uma das ciências físicas. Para isto, o autor responde às objeções de que esta seria uma ciência humana e histórica, argumentando que os fatos da linguagem não estão sujeitos ao arbítrio da vontade humana, mas a leis independentes.

ARQUIVO EM PDF: Lecture II: The Growth of Language in Contradistinction to the History of Language.

Outros textos de Max Müller disponíveis: aqui.

“The Science of Language one of the Physical Sciences” – Max Müller (1862)

Em 1861 e em 1863, Max Müller apresentou duas séries de palestras sobre a ciência da linguagem na Royal Institution of Great Britain. Dessas palestras resultou a publicação da obra Lectures on the Science of Language, em dois volumes, em 1862 e 1864.

Trazemos hoje a primeira das palestras, intitulada The Science of Language one of the Physical Sciences. Nela, Muller compara a lingüística (ele prefere o termo “ciência da linguagem”) às disciplinas físicas, como a botânica, astronomia e anatomia, colocando-a como uma das ciências naturais.

Disponibilizamos abaixo o pdf em inglês (que inclui também a Dedicatória e o Prefácio do volume I). Até onde vai nosso conhecimento, não há versão portuguesa do texto. Aparentemente, há uma versão espanhola, mas à qual ainda não tivemos acesso.

ARQUIVO EM PDF: Lecture I: The Science of Language one of the Physical Sciences.

Outros textos de Max Müller disponíveis: aqui.

“Manual de Sciência da Linguagem” – Giacomo de Gregorio (1903) (Parte 2)

Trazemos agora a segunda parte do livro Manual de Sciência da Linguagem, versão portuguesa (de 1903) do livro Glottologia, do linguista italiano Giacomo de Gregorio (da Universidade de Palermo), publicado originalmente em 1896. A tradução é Cândido de Figueiredo.

Nesta parte, constam os capítulos de 3 a 5. O capítulo 3 faz uma descrição dos aspectos fisiológicos da produção dos sons nas línguas humanas. O capítulo 4 discute o papel do estudo das raízes no método histórico-comparativo, seu estatuto teórico, bem como sua descoberta, descrição e classificação. O capítulo 5 traz uma classificação e descrição geral de várias famílias lingüísticas.

Arquivo em pdf: parte 2.

Para acessar as informações e o arquivo da parte 1, clique aqui.

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SUMÁRIO DA SEGUNDA PARTE

(…)

Capítulo 3: Fisiologia da linguagem

Se a linguagem tem localização cerebral.— A faculdade da linguagem é peculiar ao homem.— Se ó preciso chamar “articulada” a linguagem.— Ideias de Haeckel e dos evolucionistas sôbre a origem da linguagem articulada.— Dos sons em geral; o laringoscópio; toz e palavra. — Descobrimento de Helmholtz sôbre a differença dos timbres, e descobrimento do mesmo e de Dondors sôbre o diverso grau musical das vogaes. — Estructura do orgam vocal; a laringe; a glotte; as cordas vocaes constitutivas do côrpo vibrátil do instrumento.— O agente motôr desse instrumento; a traqueia.— A. região faringò-laríngea —Região da bôca e do nariz.— Funcionamento do orgam vocal, o qual se aproxima dos instrumentos músicos de lingüêta.— Máquinas falantes de Weatsone e Faber. Laringe artificial de Gussenbauer.— Como actuam na fonação as diversas partes do orgam. — Formação dos sons da linguagem. Elementos geraes da palavra; ideias á cêrca do alfabeto fisiológico .— As vogaes. — Os ditongos e as vogaes nasaladas — Filogênese e classificação fisiológica dos ruídos glótticos, que constituem as chamadas consoantes. — Série especial, vibrante e contínua ou resonante. — As articulações labiaes. — As articulações linguò-apicaes.—As articulações linguò-dorsaes. —Princípios que devem regular qualquer sistema de transcrição. — Sistema genético das vogaes e das consoantes. —Necessidade de applicar o alfabeto fisiológico, mormente na representação das raízes. — A determinação do valôr fonético o fisiológico de certos sinaes antigos resolve muitas dúvidas e controvérsias.

Capítulo 4: As raízes e a origem da linguagem

Importância do assunto. — O que são raízes — Se as raízes foram faladas. — O descobrimento das raízes constituo uma glória da lingüística. — Comparações com as línguas dos selvagens. — No indò-europeu, as raízes representam o primeiro estádio da linguagem. — Se, ao menos quanto ás línguas áricas, será admissível a ideia da evolução nos três estádios, — monosillábico, representado pelas raízes, agglutinativo e inílexivo. — Classes das raízes, segundo Bopp e Fick. — Forma das raízes, segundo os antigos glottólogos. — Raízes das raízes. — Raízes primárias e secundárias. — Elencos das raízes indò-europeias. — Elencos das raízes sanscríticas. — Valor das raízes — Relação da sua origem com a origem da linguagem. — Modos de explicar a divisão em várias familías. — A estratificação da linguagem — Ideias de vários glottólogos sobre a origem da linguagem.

Capítulo 5: As fórmas concretas de linguagem. — Classificação e descrição das línguas

Ideias geraes sôbre a classificação. — Classificação morfológica de Schlegel. — Modificações, introduzidas nessa classificação por Bopp e Pott. — Classificação fisiológica de Steinthal. — Ideias e propostas de R. Bonghi, para uma classificação baseada no verbo. — Classificação de La-Grasserie, reünindo todos os critérios fonéticos, psicológicos e morfológicos. — Porque é que se póde seguir a classificação nas três categorias, (monosillábica, agglutinativa e flexiva).— Primeira fórma lingüística, o monosillabismo. — Segunda fórma, a agglutinação. — O chinês. — O annamita, o siamês, o bermano, o tibetano. — Segunda fórma, a agglutinação. — Grupo hofentotò-boximane. — As línguas dos nêgros africanos. — Família banta. — Grupo hamitico. — Grupo nubò-fula. — Família malaiò-polinésica, sua divisão e extensão. — Semelhanças entre as línguas destas famílias. — Afinidades lexicológicas. — As línguas dos papúas e da Austrália. — O japonês. — Família dravídica. — Família uralò-altaica, ou scítici. — Ramo uralo. — Ramo altaico. — Àffinidades recíprocas. — O vasconço. — As línguas incorporatiras da América, sua enumeração. — Caracteres destas línguas. — Línguas do Cáucaso. — O accadiano.— Terceira fórma, a flexão — Troncos indò-europeus. — Qual a primitiva séde dos árias; investigações recentes a tal respeito. — Ramo indiano. — Ramo irânico. — Ramo hellênico. — Ramo itálico. — Ramo céltico. — Ramo germânico. —Ramo eslavo. — Ramo lélico. — Tronco semítico, seus caracteres geraes. — Ramo arâmico. — Ramo hebraico. — Ramo arábico.

“Manual de Sciência da Linguagem” – Giacomo de Gregorio (1903) (Parte 1)

O livro Glottologia foi publicado por Giacomo de Gregório (professor da Universidade de Palermo) em 1896. Disponibilizamos aqui a versão portuguesa de 1903, traduzida por Cândido de Figueiredo, que recebeu o título de Manual de Sciência da Linguagem.

O livro apresenta uma introdução aos principais conceitos, métodos, nomes e contribuições dos estudos lingüísticos como compreendidos na transição entre o século XIX e XX. Contém cinco capítulos. O material disponibilizado abaixo traz o texto original, com a ortografia da época. Está dividido em duas partes, com a primeira reunindo os elementos pré-textuais e os dois primeiros capítulos. A segunda parte traz os capítulos 3, 4 e 5.

O primeiro capítulo é dedicado à exposição dos conceitos básicos, com a definição de língua, linguagem, dialeto, das diferenças entre lingüística e filologia e uma discussão sobre o nome mais adequado para a disciplina. O segundo traça a cronologia resumida do desenvolvimento da lingüística desde seus precursores aos principais nomes e contribuições. (Confira sumário completo abaixo)

Arquivo em pdf: parte 1 | parte 2.

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SUMÁRIO COMPLETO

Nótula prévia

Prefácio

Bibligraphia

Capítulo 1: Noções fundamentaes

Língua e linguagem.— Língua e dialeto.— Glotologia. — Sua definição. —Seu conteúdo. —A Gramática comparada. — Diferença entre a Glotologia e a filologia. — Se a Glotologia é ciência natural ou histórica. — Seu método, base e importância.

Capítulo 2: Desenvolvimento histórico e sistemático da sciência da linguagem

Origem da sciência da linguagem, invenção do alfabeto fonográfico. — Os missionários reúnem os primeiros materiaes. — Os precursores, (Leibnitz, Hervas, Adelung e outros). —Descobrimento da unidade da família indò-europeia, (Filippe Sassetti, Will. Jones, Fred. Schlegel). — O verdadeiro fundador é Bopp; a sua grammática e o seu método de investigação. —Will. von Schlegel. — Jacob Grimm, e a lei da rotação dos sons, descoberta por elle; Er. Rask e Eug. Burnouf. —Alguns sectários de Bopp. — Aug. Schleicher. — G. Gurtius, G. J. Ascoli. — Os novi-grammáticos, Scherer, Leskien, Brugman, OstofT, M. Múller, W. D. Whiteney, A. K. Sayce. — Crítica dos princípios dos novi-grammáticos; P. Regnaud. — Estudos sôbre vários ramos especiaes do tronco indò-europeu. — Glottologia semítica. — Se existem relações entre os troncos indò-europeu e semítico. — O egípcio. — O que são os grupos lingüísticos. — Trabalhos sôbre as línguas africanas em geral. — Noções históricò-bibliográficas sôbre a glottologia banta. — O chinês.

Capítulo 3: Fisiologia da linguagem

Se a linguagem tem localização cerebral.— A faculdade da linguagem é peculiar ao homem.— Se ó preciso chamar “articulada” a linguagem.— Ideias de Haeckel e dos evolucionistas sôbre a origem da linguagem articulada.— Dos sons em geral; o laringoscópio; toz e palavra. — Descobrimento de Helmholtz sôbre a differença dos timbres, e descobrimento do mesmo e de Dondors sôbre o diverso grau musical das vogaes. — Estructura do orgam vocal; a laringe; a glotte; as cordas vocaes constitutivas do côrpo vibrátil do instrumento.— O agente motôr desse instrumento; a traqueia.— A. região faringò-laríngea —Região da bôca e do nariz.— Funcionamento do orgam vocal, o qual se aproxima dos instrumentos músicos de lingüêta.— Máquinas falantes de Weatsone e Faber. Laringe artificial de Gussenbauer.— Como actuam na fonação as diversas partes do orgam. — Formação dos sons da linguagem. Elementos geraes da palavra; ideias á cêrca do alfabeto fisiológico .— As vogaes. — Os ditongos e as vogaes nasaladas — Filogônese e classificação fisiológica dos ruídos glótticos, que constituem as chamadas consoantes. — Série especial, vibrante e contínua ou resonante. — As articulações labiaes. — As articulações linguò-apicaes.—As articulações linguò-dorsaes. —Princípios que devem regular qualquer sistema de transcrição. — Sistema genético das vogaes e das consoantes. —Necessidade de applicar o alfabeto fisiológico, mormente na representação das raízes. — A determinação do valôr fonético o fisiológico de certos sinaes antigos resolve muitas dúvidas e controvérsias.

Capítulo 4: As raízes e a origem da linguagem

Importância do assunto. — O que são raízes — Se as raízes foram faladas. — O descobrimento das raízes constituo uma glória da lingüística. — Comparações com as línguas dos selvagens. — No indò-europeu, as raízes representam o primeiro estádio da linguagem. — Se, ao menos quanto ás línguas áricas, será admissível a ideia da evolução nos três estádios, — monosillábico, representado pelas raízes, agglutinativo e inílexivo. — Classes das raízes, segundo Bopp e Fick. — Forma das raízes, segundo os antigos glottólogos. — Raízes das raízes. — Raízes primárias e secundárias. — Elencos das raízes indò-europeias. — Elencos das raízes sanscríticas. — Valor das raízes — Relação da sua origem com a origem da linguagem. — Modos de explicar a divisão em várias famílias. — A estratificação da linguagem — Ideias de vários glottólogos sobre a origem da linguagem.

Capítulo 5: As fórmas concretas de linguagem. — Classificação e descrição das línguas

Ideias geraes sôbre a classificação. — Classificação morfológica de Schlegel. — Modificações, introduzidas nessa classificação por Bopp e Pott. — Classificação fisiológica de Steinthal. — Ideias e propostas de R. Bonghi, para uma classificação baseada no verbo. — Classificação de La-Grasserie, reünindo todos os critérios fonéticos, psicológicos e morfológicos. — Porque é que se póde seguir a classificação nas três categorias, (monosillábica, agglutinativa e flexiva).— Primeira fórma lingüística, o monosillabismo. — Segunda fórma, a agglutinação. — O chinês. — O annamita, o siamês, o bermano, o tibetano. — Segunda fórma, a agglutinação. — Grupo hofentotò-boximane. — As línguas dos nêgros africanos. — Família banta. — Grupo hamitico. — Grupo nubò-fula. — Família malaiò-polinésica, sua divisão e extensão. — Semelhanças entre as línguas destas famílias. — Afinidades lexicológicas. — As línguas dos papúas e da Austrália. — O japonês. — Família dravídica. — Família uralò-altaica, ou scítici. — Ramo uralo. — Ramo altaico. — Àffinidades recíprocas. — O vasconço. — As línguas incorporatiras da América, sua enumeração. — Caracteres destas línguas. — Línguas do Cáucaso. — O accadiano.— Terceira fórma, a flexão — Troncos indò-europeus. — Qual a primitiva séde dos árias; investigações recentes a tal respeito. — Ramo indiano. — Ramo irânico. — Ramo hellênico. — Ramo itálico. — Ramo céltico. — Ramo germânico. —Ramo eslavo. — Ramo lélico. — Tronco semítico, seus caracteres geraes. — Ramo arâmico. — Ramo hebraico. — Ramo arábico.

“Sobre os hindus” – William Jones (1786) – tradução

Já disponibilizamos (aqui) o texto original do famoso discurso proferido por Sir William Jones, em 1786, perante a Sociedade Asiática de Bengali. Agora, disponibilizamos também uma tradução do texto para o português.

SOBRES O TEXTO

Nesse discurso, Jones declarou como evidente o parentesco entre o sânscrito e outras línguas antigas, como o latim, o grego, o gótico e o persa. A comparação feita por ele é considerada, quase unanimemente, como um marco no desenvolvimento da lingüística como ciência, por servir de precursor para o método histórico-comparativo do século seguinte, que se dedicaria ao estudo sistemático das relações de parentesco entre as línguas.

O leitor do discurso perceberá, porém, que este não é voltado especificamente para questões lingüísticas, mas sim antropológicas. As observações sobre as línguas e escritas antigas serve apenas como um dos vários tipos de evidência que Jones utiliza para especular sobre as relações entre os povos hindus e outros povos asiáticos, africanos e europeus, em uma tentativa de buscar compreender as origens dos povos asiáticos e da povoação do continente.

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No link abaixo, a tradução do texto para o português:

Texto em português (pdf): aqui.

Para conferir o original em inglês: aqui.

Mais sobre William Jones: aqui.

“On hindus” – William Jones (1786)

O primeiro texto que disponibilizamos é o famoso discurso proferido por Sir William Jones, em 1786, perante a Sociedade Asiática de Bengali, durante o qual declarou como evidente o parentesco entre o sânscrito e outras línguas antigas, como o latim, o grego, o gótico e o persa.

A comparação feita por Jones é considerada, quase unanimemente, como um marco no desenvolvimento da lingüística como ciência, por servir de precursor para o método histórico-comparativo do século seguinte, que se dedicaria ao estudo sistemático das relações de parentesco entre as línguas. Mas a importância de Jones para o surgimento da ciência da linguagem não se deve exclusivamente a essa declaração, mas a todo o trabalho feito por ele de estudo das culturas e artes indianas e orientais, à disponibilização de materiais para estudo dessas culturas, através da atuação Sociedade Asiática.

O leitor do discurso perceberá, porém, que este não é voltado especificamente para questões lingüísticas, mas sim antropológicas. As observações sobre as línguas e escritas antigas servem apenas como um dos vários tipos de evidência que Jones utiliza para especular sobre as relações entre os povos hindus e outros povos asiáticos, africanos e europeus, em uma tentativa de buscar compreender as origens dos povos asiáticos e da povoação do continente.

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No link abaixo, trazemos um arquivo com o texto original do discurso, em inglês, mas com adaptação da ortografia e notas em português.

Texto em inglês (pdf): aqui.

Mais sobre William Jones: aqui.